Conforme noticiado pelo gaming 50 keyboard na segunda-feira (15), doses pesadas de radiação cósmica poderiam atingir os astronautas em Marte. Isso não está restrito apenas ao Planeta Vermelho, mas a todo o espaço profundo. Por essa razão, a missão Artemis 1, programada para ser lançada em direção à Lua no dia 29 de agosto, vai ajudar a NASA a entender os efeitos desse fenômeno no organismo humano, com o objetivo de proteger nossos exploradores espaciais.

Três manequins e outros experimentos biológicos voarão a bordo da missão lunar Artemis 1, para testar os efeitos da radiação no espaço profundo. Imagem: NASA/Lockheed Martin/DLR

“Compreender esse risco é muito importante para esforços bem-sucedidos e sustentáveis de exploração espacial no espaço profundo”, disse Ramona Gaza, do Centro Espacial Johnson da NASA, em uma videoconferência transmitida ao vivo na quarta-feira (17).

Ela é líder da equipe científica Matroshka AstroRad Radiation Experiment (MARE), que também inclui investigadores da Agência Espacial Alemã (DLR). O experimento consiste em colocar a bordo da cápsula Orion dois manequins gêmeos, estruturalmente femininos, chamados Helga e Zohar.

Ambos estarão equipados com 5.600 sensores para medir a radiação, mas apenas Zohar usará o colete de proteção AstroRad.

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Manequins Helga e Zohar, manequins femininos que voarão com a missão Artemis 1. Imagem: Instituto DLR

As “meninas” estarão acompanhadas de outro manequim, batizado em homenagem ao engenheiro da Apollo 13 Arturo Campos, que além de captar informações sobre aceleração e vibração, também tem um par de sensores de radiação para verificar a exposição acumulada que uma missão lunar pode gerar.

Além dos humanoides, células de levedura também serão enviadas para ver como os seres vivos reagem à radiação. Isso será feito pelo CubeSat BioSentinel, que voará um experimento de biologia além do sistema Terra-Lua pela primeira vez, avaliando como as células de levedura são afetadas pela radiação cósmica.

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“Esperamos que possamos extrapolar nosso recurso para a biologia humana e informar possíveis contramedidas para futuras missões”, disse o cientista-chefe Sergio Santa Maria, do Centro de Pesquisa Ames da NASA, sobre o BioSentinel.

Segundo ele, os cientistas também vão estudar as emissões do Sol usando outro pequeno satélite, chamado CubeSat para Estudo de Partículas Solares (CuSP, na sigla em inglês). A missão tem por objetivo as partículas e campos magnéticos provenientes da nossa estrela, também conhecidos como vento solar.

Conforme destaca o site Space.com, o vento solar não tem relevância para a saúde humana apenas no espaço, mas também na Terra, uma vez que grandes eventos climáticos espaciais como ejeções de massa coronal podem afetar linhas de energia, satélites e outras infraestruturas vitais para o funcionamento humano em nosso planeta.

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