Pesquisadores do Dartmouth College, nos Estados Unidos, afirmaram nesta segunda-feira (12) que não podemos descartar super vulcões como uma das causas da extinção dos dinossauros, além do famoso impacto de um asteroide. As informações estão contidas em um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Segundo eles, mega vulcões causaram grandes eventos de extinção ao longo da história de nosso planeta. De fato, quatro dos cinco eventos do tipo ocorreram concomitantemente a enormes erupções que criaram vastos fluxos de lava. Assim, eles sugerem que a extinção dos dinossauros se deu graças a uma combinação de erupções massivas e do impacto de um asteroide gigantesco.

A extinção dos dinossauros

O debate acerca do que teria causado a extinção dos dinossauros não é recente. Curiosamente, a primeira hipótese dizia respeito a erupções vulcânicas poderosas que lançaram cinzas e gases tóxicos na atmosfera terrestre. Contudo, com a descoberta da Cratera de Chicxulub, na Península de Yucatán, em 1970, o foco se voltou para a colisão de um asteroide enorme.

“Todas as demais teorias que tentavam explicar a extinção dos dinossauros foram atropeladas quando a cratera foi descoberta”, conta Brenhin Keller, um dos pesquisadores de Dartmouth.

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No entanto, há poucas evidências de que outros impactos tenham coincidido com as extinções anteriores. Assim, Theodore Green, outro autor do estudo, usou supercomputadores para quantificar uma relação entre erupções e extinções. Ele determinou que não se tratava de mera coincidência, mas de uma relação causal.

“O estudo providencia a mais a evidência quantitativa mais convincente até agora de que há relação entre erupções vulcânicas massivas e a extinção de espécies”, ele afirmou em um comunicado.

Vestígios vulcânicos

Região dos Basaltos de Decão, uma grande província ígnea na Índia | Crédito: Nicholas (Nichalp), via Wikimedia Commons.

Quatro dos cinco eventos de extinção em massa foram acompanhados de despejos de basalto derretido, os quais foram expelidos por vulcões e cobriram grandes áreas da superfície terrestre. Essas “inundações” de basalto deixaram para trás locais conhecidos como ‘grandes províncias ígneas’, compostos por rochas vulcânicas. Para se classificar como tal, um local deve ter contido ao menos 100 mil km³ de magma.

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Nós temos conhecimento de duas grandes províncias ígneas, uma na Sibéria e outra na Índia. A primeira foi formada quando erupções liberaram um grande pulso de dióxido de carbono, sufocando a vida na Terra há cerca de 252 milhões de anos. A segunda, chamada ‘Basaltos de Decão’, fica onde outrora foi uma região de intensa atividade vulcânica por volta do período no qual os dinossauros foram extintos.

“Parece que a formação dessas grandes províncias ígneas se alinha cronologicamente aos eventos de extinção em massa“, afirma Green.