Raros avistamentos de águas-vivas fantasmas gigantes – criaturas do fundo do mar que se parecem com discos voadores dotados de fitas grossas fluindo de suas bases – foram relatados por pesquisadores que exploravam as águas congelantes da costa da Antárticano início do ano passado.

As descobertas foram descritas em um artigo publicado recentemente na revista Polar Research.

Quatro imagens mostram três águas-vivas fantasmas gigantes diferentes, sendo duas com cinco metros de comprimento e a outra com o dobro do tamanho, encontradas ao largo da Península Antártica. Crédito da imagem: Antony Gilbert

Considerada um dos maiores predadores invertebrados do fundo do mar, a água-viva fantasma gigante (cujo nome científico é Stygiomedusa gigantea) vive em todos os oceanos do globo, exceto no Ártico. No entanto, como essas criaturas misteriosas nadam muito profundamente abaixo da superfície, elas raramente são vistas pelos seres humanos. 

Liderado pelo ecologista marinho Daniel Moore, pesquisador chefe do grupo Viking Expeditions nas águas do extremo sul do planeta, o novo estudo descreve observações diretas de três exemplares dessa espécie feitas durante mergulhos submersíveis ao largo da Península Antártica.

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Segundo o artigo, duas águas-vivas tinham cerca de cinco metros de comprimento, enquanto a outra passava dos 10 m.

“Em cada avistamento, a água-viva parece estar nadando lentamente, pulsando suavemente seu sino de propulsão”, relatou Moore, em entrevista ao site Live Science. “Elas não parecem ter mostrado qualquer inclinação para as luzes do submersível ou reação à nossa presença”.

Ele conta que as águas-vivas fantasmas gigantes foram vistas em profundidades de 80 m, 87 m e 280 m. Normalmente, esses animais ocupam profundidades abaixo de mil metros, mas no Oceano Antártico elas transitam um pouco mais acima.

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Embora não se tenha certeza do motivo pelo qual elas habitam águas mais rasas nessa região, Moore e sua equipe acreditam que uma explicação potencial é a necessidade de se expor à radiação ultravioleta, o que as livraria de parasitas. 

Outra hipótese apresentada pelo pesquisador é que simplesmente a ressurgência das águas profundas encontradas ao redor do continente antártico carrega esses gigantes excêntricos para cima. 

Ressurgência (ou afloramento) é um fenômeno oceanográfico que consiste na subida de águas subsuperficiais, muitas vezes ricas em nutrientes, para camadas de água superficiais no oceano. 

Moore espera que suas observações, feitas a partir de um veículo de expedição submarino, levem a uma melhor compreensão da vida desses seres tão exóticos quanto encantadores.

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