O aparecimento de restos de uma estranha criatura marinha em uma praia na Papua-Nova Guiné, na Oceania, tem gerado debates. Isso porque os especialistas ainda não conseguiram chegar a um acordo sobre que animal é aquele.

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Forma de sereia

  • Imagens divulgadas nas redes sociais pela New Irelanders Only (NIO) mostram um animal branco em forma de sereia.
  • Provavelmente se trata de um mamífero marinho.
  • Os restos foram encontrados no última dia 20 de setembro por moradores de Simberi, uma pequena ilha vulcânica com cerca de mil habitantes localizada no Mar de Bismarck.
  • As informações são da Live Science.

Strange dead sea creature shape like mermaid washed on to the shoreline in Simberi Island this morning.Anyone with the explanation to identify this creature?

Publicado por New Irelanders Onlyem Terça-feira, 19 de setembro de 2023

Especialistas divergem sobre a origem do animal

Os especialistas explicam que é difícil determinar a origem desse misterioso animal em função do grau de apodrecimento e por partes do corpo dele, principalmente a cabeça, estarem faltando. Os peritos não conseguiram chegar a um consenso apenas analisando as imagens disponíveis.

Não foram divulgadas informações sobre o tamanho e o peso do animal. Também não foram coletadas amostras do DNA dele, o que torna a identificação quase impossível.

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Uma das teorias é que o animal pertença ao grupo dos cetáceos, do qual fazem parte baleias e golfinhos. Esses animais podem mudar essa cor quando a pele deles cai, segundo Sascha Hooker, especialista em mamíferos marinhos da Universidade de St Andrews, na Escócia.

Outra hipótese, defendida por Erich Hoyt, pesquisador da Whale and Dolphin Conservation no Reino Unido, é de que se trate de uma “vaca marinha”, conhecida por pastar em águas rasas na Papua-Nova Guiné.

Outros especialistas, no entanto, não acreditam que o animal seja um mamífero marinho. Para Gavin Naylor, biólogo marinho da Universidade da Flórida, os restos podem ser de um tubarão grande. Mas ele mesmo afirma que é “um pouco estranho que toda a pele pareça ter apodrecido”.

Gregory Skomal, biólogo marinho da Universidade de Boston, discorda devido ao formato da cauda e à localização das nadadeiras. Ele cita que as vértebras, que são expostas em uma das imagens, também se parecem mais com a espinha dorsal de uma baleia do que com a espinha cartilaginosa de um tubarão.