OFórum Econômico Mundial, realizado em Davos (Suíça), começa nesta segunda-feira (15) e vai até esta sexta-feira (19). E inteligência artificial (IA) está na pauta das discussões, junto a temas “tradicionais” como mudanças climáticas e criação de empregos. Cerca de 2,5 mil convidados – entre eles: governantes, empresários e acadêmicos – devem se reunir na pequena cidade nos Alpes suíços.

Para quem tem pressa:

  • O Fórum Econômico Mundial de 2024, que acontece em Davos, na Suíça, começa nesta segunda-feira (15) e segue até sexta-feira (19). O evento abordará a inteligência artificial (IA) ao lado de temas tradicionais, como mudanças climáticas e criação de empregos;
  • O tema desta edição é “Reconstruindo a Confiança”, com foco, também, em discussões sobre tecnologia, especialmente a IA. Inclusive, Sam Altman, CEO da OpenAI, é um dos nomes mais aguardados no evento;
  • A IA estará entre os temas mais discutidos no fórum, com debates sobre seu papel na sociedade e a necessidade de evitar que as regulações impeçam inovações. A chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou, no domingo (14), que a IA pode afetar quase 40% dos empregos globais e agravar as desigualdades.
  • Além da IA, o encontro anual vai focar na transição energética e na crise climática. Entre as autoridades representando o Brasil, estão: o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, e os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Marina Silva (Meio Ambiente).

O tema escolhido para a edição de 2024 do Fórum Econômico Mundial foi: “Reconstruindo a Confiança”. Em 2023, as discussões se debruçaram sobre o tema “Cooperação num Mundo Fragmentado”. E os impactos da inteligência artificial vai permear muitas conversas. Talvez todas.

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IA na pauta do Fórum de Davos

As discussões devem explorar a importância da IA para a sociedade, bem como evitar que estratégias de regulação freiem inovações nesta área. Inclusive, Sam Altman – CEO demitido e readmitido da OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT – está entre os nomes mais aguardados do evento.

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O tema, impulsionado justamente pela popularidade do chatbot da OpenAI em 2023, aparece junto aos assuntos clima e energia em dezenas de painéis espalhados pela programação do Fórum Econômico Mundial. Mas está no topo da agenda das discussões.

No domingo (14), a chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, escreveu que quase 40% dos empregos do mundo podem ser afetados pelo aumento da IA. E essa tendência provavelmente aprofundará a desigualdade.

No texto, Kristalina pede que governos estabeleçam redes de segurança social e ofereçam programas de reciclagem para conter o impacto da IA. O Fórum Econômico Mundial é o lugar ideal para conversar sobre isso. No entanto, o desafio é converter tantas discussões em ações no mundo real.

Fórum Econômico Mundial

Painel em Pessoa com mão levantada em Fórum Econômico Mundial em Davos
(Imagem: Drop of Light/Shutterstock)

O encontro anual de líderes globais começa com foco na transição energética e na crise climática. Apesar das ausências de líderes mundiais importantes – por exemplo: Joe Biden (presidente dos EUA) e Xi Jinping (presidente da China) – a reunião ainda atrai uma gama diversificada de participantes, incluindo o presidente francês Emmanuel Macron e o presidente argentino Javier Milei.

Em relação ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vai participar do evento. O governo brasileiro vai estar oficialmente representado pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso, pelas ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, e da Saúde, Nísia Trindade, e pelo ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira.

O fórum enfrenta o desafio de lidar com uma série de crises globais, incluindo pandemias, guerras, catástrofes climáticas, nacionalismo crescente, dívidas e inflação. O presidente do Fórum, Borge Brende, coloca uma questão crítica: se 2024 será um ano de “permacrise” ou de resolução, resiliência e recuperação. Klaus Schwab, fundador e presidente-executivo da entidade, enfatiza a necessidade de uma nova abordagem que promova a transição para uma economia verde, digital e inclusiva.